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A CHINCHILA E SUA CRIAÇÃO DOMÉSTICA
Diante das crises econômicas e a incerteza que cerca o destino de muitas pessoas que trabalharam durante muitos anos...


CRIAÇÃO DE CHINCHILA, A COQUELUCHE NO MUNDO ATUAL

 

 

Diante das crises econômicas e a incerteza que cerca o destino de muitas pessoas que trabalharam durante muitos anos para garantir um futuro seguro, inúmeras formas de investimento são analisadas, um fato que poderá proporcionar a estas pessoas lucros favoráveis.  As aplicações devem ser cuidadosas, para que se possa alcançar as metas almejadas.  Cabe, então, que se procedam as contas, ponderando sobre todos os aspectos que poderão transcorrer no decorrer do investimento.  É importante que o prazo de retorno seja levado em conta.

 

É líquido e certo que as aplicações rápidas são plausíveis, mas são complicadas e muitos riscos imperam nas operações deste tipo.  Ora, se todo aspecto da atualidade econômica nacional investe em dólares, nada mais justo que se façam opções para o mercado externo, em ações que reflitam resultados, com procedência em dólares, desde que a consciência dos riscos que demandam estas operações sejam levadas em consideração.

 

Os recursos podem ser elevados no início e a certeza do retorno pode não ser o que se planejou.  Assim, podemos descrever a criação de Chinchilas no Brasil.  Existem riscos e certezas e os recursos são enormes.  Resta-nos saber se o mercado internacional irá devolver os custos com uma relativa margem de lucro.  É evidente que o retorno não será tão rápido em relação ao que se pode realizar com aplicações no mercado interno, que envolvem muitos riscos, com uma margem de lucro possivelmente em menor escala no início.

 

 

A CRIAÇÃO DE CHINCHILA

 

Para se iniciar uma criação é necessária uma pesquisa de mercado, optando-se por criadores que garantam a qualidade dos animais.  É necessário, ainda, que descubra aquele que pode fornecer, desde a alimentação até as técnicas para o bom funcionamento do empreendimento.  Não existe mais a caça desses animais.  O que se pode obter deve vir das criações especialmente destinadas à sua venda.  Três espécies de animais existem ou existiram: a Real, que está extinta; a Brevicaudata, que não é explorada comercialmente e a Lanígera, que é a que fornece as peles ao mercado peleteiro.

 

Uma chinchila pode pesar, em média e quando adulta, 500 gramas, tendo um [período de vida de 20 anos.  O tamanho  é variável, mas calcula-se uma média de 26 cm.  Já no 5o mês pode ser iniciada cruzas, sendo o 8o mês o mais apropriado.  O período de gestação é de 111 dias e já houve casos em que os partos aconteceram com menos de um ano de vida.  No mercado externo, uma boa pele pode valer entre US$ 40 e US$ 120.  A média geral alcançada por pele é de preços superiores a US$ 55 dólares.

 

É um animal que deve ser mantido em lugares frescos e não muito frios durante o inverno.  O espaço físico é de 3 x 3 m, onde é possível criar 76 animais. Para se iniciar uma criação, o ideal seriam 10 ou mais famílias, podendo, no entanto, ser iniciada com 1 ou 2.  Compreende-se por família a composição feita por um animal macho e seis fêmeas.  A despesa de um animal, por mês, não ultrapassa a US$ 1,80. O preço de uma matriz ou reprodutor varia de acordo a sua qualidade.

 

Este tipo de criação já é um fato no Brasil, tendo a maioria dos criadores associados nos Estados da região Sul e sul da Região Centro-Oeste. Após todos estes anos, sua adaptação foi perfeita em todas as condições climáticas mostradas. Este é o principal motivo, somado a grande demanda futura, para que Achila - Associação Brasileira de Criadores de Chinchila - abra o mercado produtor nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Para se ter uma ideia da facilidade de manutenção da criação, uma pessoa pode cuidar de uma criação composta de 1.000 animais e 98% dos criadores têm ocupações totalmente alheias às suas bases profissionais.

 

RESENHA RÁPIDA DAS ORIGENS

 

A Chinchila é um roedor de hábitos noturnos originário da América do Sul, mais precisamente da região andina, meridional e central.  O animal mais importante para os criadores é a Lanígera, devido ao excelente preço que se consegue obter pela sua pele e facilidade da criação.

 

A sua reprodução é baseada na poligamia ( um macho para várias fêmeas ).  O macho reprodutor é escolhido pela sua boa qualidade e condições para transferir caracteres genéticos aos descendentes.  Para manter uma criação, um galpão de alvenaria é suficiente.

 

Assegurando-se uma boa ventilação, evitando-se, contudo, que o ar incida diretamente sobre os animais e a conservação de uma temperatura homogênea em seu ambiente, acarretará numa pele de boa qualidade.   As gaiolas a serem usadas devem ter o formato de um cubo, ou seja, com medidas de 30 x 33 x 50 cm. e confeccionadas em arame galvanizado, devendo ser colocadas em séries, uma sobre as outras.  Os acessórios das gaiolas compreendem o comedouro (ração), a manjedoura (alfafa), o bebedouro (água), a bandeja (serragem) e banheira (carbonato de cálcio).

 

A ração a ser distribuída aos animais deverá ser balanceada e pelletizada, rica em nutrientes, e a alfafa, que é um complemento alimentar.  O carbonato de cálcio é usado para o banho do animal que serve para absorver a umidade da pele, tornando-a lustrosa e sempre macia.  Normalmente, o consumo diário de ração balanceada é de 20g e mais 20g de alfafa e um pouco de água filtrada.  A alimentação é fornecida durante o dia e completada pela tarde, se houver necessidade.  Com relação à cruza, um macho é capaz de cobrir várias fêmeas, que, por sua vez, criam de 3 a 6 filhotes por ano, podendo adicionar à criação até 20 filhotes.  O cio das fêmeas se repete a cada 28 dias, existindo épocas propícias ao acasalamento dos animais mantidos em cativeiro, geralmente no inverno, sendo novamente cobertas no “pos-partum”, ou seja, durante o cio do parto.

 

Pode ser previsto o número dos animais que resultaram do parto, basta observar o peso da fêmea prenhe atentamente durante a gestação.  Se ela engordar 100 g terá 1 filhote;  150 g terá 2 filhotes e mais de 150 g conseguirá 3 a 4 filhotes.  A ocasião do parto acontece na bandeja com serragem, não precisa ninho, e o parto ocorre sempre de madrugada ou nas primeiras horas da manhã, das 7 às 10 horas.  A média é 2 partos ao ano, com 2 a 4 filhotes por parto.

 

Os filhotes já nascem com pelo e olhos abertos, com algumas horas já anda por toda a gaiola, pesando em geral, de 40 a 50 g e com 30 dias triplicam o peso.  São mamíferos e com 4 dias começam a roer a ração e as forragens fornecidas para a mãe.  A desmama é realizada dos 45 aos 60 dias, sendo separados por sexo e idade em gaiolas individuais.  Com relação à pele, quanto mais uniforme, mais fácil será conseguir preços altos.

 

Alguns cuidados devem ser observados para tal: Não devem tomar sol diretamente, o que prejudica a qualidade dos pêlos.  O banho com pó de carbonato de cálcio deve ser feito com maior freqüência.

 

A melhor época para a obtenção das peles é entre junho e outubro, devendo ser observados atentamente a mudança de pêlos, uma vez que as muda não tem data marcada e um animal em processo de troca de pêlos não produzirá uma boa pele. As Chinchilas, em geral, são pouco sujeitas às doenças, não havendo necessidade de vacinações.  Os cuidados de profilaxia são restritos à boa higiene dos locais onde ficam.  Todos estes aspectos que expusemos são importantíssimos para que qualquer criador obtenha sucesso com a sua criação.  Sempre é bom lembrar que na criação de Chinchilas o que conta é a qualidade dos animais e não a quantidade.

 

A criação de Chinchilas não é um retorno da poupança, over, open, etc., mas rende no final em dólares, o que assegura na pratica lucros em patamares elevados.

 

CRIAÇÃO EM CATIVEIRO

 

Muitas pessoas deixaram de iniciar uma criação de chinchila achando que o nosso clima seria prejudicial à criação.

 

Podemos dizer que estas pessoas “deixaram” de ganhar dinheiro por estarem mal informadas. Vamos voltar ao tempo, lembrando que a chinchila é natural dos altiplanos andinos, região desértica e quente no verão.

 

Em 1919, o engenheiro americano Mathias Chapman tem o primeiro contato com as chinchilas.  Chapman estava a trabalho nas proximidades de Potrerillos, no Chile, nas minas de mineração.

 

Este encontro foi feito durante uma viagem de inspeção a essas minas, quando conheceu um velho índio que lhe mostrou algumas peles de chinchila.

 

Algum tempo depois, o mesmo índio apareceu no acampamento das minas com um recipiente de latão, no qual havia uma chinchila que ali estava há mais de 2 semanas, com pouca alimentação e praticamente sem água, pois os índios acreditavam que as chinchilas nunca bebiam esse líquido.

 

Verificando Chapman que o pequeno animal havia sido transportado durante dias dentro de um recipiente que durante o dia funcionava como um forno e durante a noite como uma geladeira, tendo aguentado, nessas condições, diferenças de altitude de 5.000 m e de muitos graus de temperatura, percebeu um animal de grande resit6encia e capacidade de adaptação.  Foi então que deu início às suas pesquisas sobre chinchilas.

 

Este animal viveu 18 anos depois de sua aquisição e provavelmente atingiu 20 anos de idade, supondo-se que tivesse cerca de 2 anos quando foi capturado.

 

Posteriormente, Chapman adquiriu outras chinchilas.  Em 1922, quando terminou seu contrato com a companhia de mineração, Chapman quis levar suas chinchilas para os Estados Unidos, quando teve problemas com a licença de importação.  Todavia, mais tarde, conseguiu autorização.

 

Em fevereiro de 1923, Chapman desembarca com os animais em San Pedro, Califórnia – Estados Unidos.

 

Agora que já conhecemos a história da chinchila, vamos voltar ao presente.  Atualmente, as maiores criações dos Estados Unidos estão no estado da Califórnia, que todos nós sabemos ser um grande deserto.  No mês de julho, a temperatura, nesta região, chega acima de 40o graus centígrados.

 

No inverno, a temperatura chega a níveis baixíssimos, contudo, em ambos os casos, sem causarem quaisquer problemas aos animais. Isto prova que a chinchila é um animal extremamente resistente, adaptando-se à diferentes condições climáticas

 

Em todas as criações do mundo inteiro, observa-se que a TEMPERATURA AMBIENTE ideal para a criação oscila entre 14 a 27 graus centígrados.

 

O QUE É TEMPERATURA AMBIENTE ?

 

É a temperatura interna de determinado local.

 

Exemplo: Quando você está na rua, no período do verão, a temperatura está alta, com muito calor.  Ao voltar para sua casa, a temperatura INTERNA ou TEMPERATURA AMBIENTE  está bem mais baixa, pois os raios solares não atingem diretamente o ambiente, o que reduz sensivelmente a temperatura e, por conseguinte, o calor.

 

O mesmo ocorre nas criações das regiões desérticas e quentes da Califórnia.  O local da criação tem uma temperatura interna que permite uma perfeita criação, sem quaisquer danos para os animais.  Também devemos considerar o ambiente, quando necessário.

 

É válido lembrar que em épocas frias, as chinchilas não encontram problemas, pois já passaram por temperatura abaixo de zero graus, que ocorrem com frequência no rígido inverno americano ou de outros países.

 

Existem criações de chinchilas em muitos países, dentro dos quais, os Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Polônia, Croácia, África do Sul, Brasil, Chile, Argentina e México.

 

Isto tudo permite concluir que o clima no Brasil é bom para a criação.  Podemos até utilizar a expressão que a criação pode ser feita do Oiapoque ao Chuí.

 

 

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