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01/01/2008 - programa de acasalamento

                  COMO CHEGAMOS A LINHAGEM                                                                  “PELAGEM DENSA EXTRA DARK BLUE”

 

ESTE PROGRAMA DE CRIAÇÃO ACENTUA A

IMPORTÂNCIA DOS REGISTROS E ANÁLISE DOS REPRODUTORES.

 

15 de abril assinala o inicio do ano, no nosso criatório. Esta é a época em que colocamos os machos com as fêmeas, para começar, materialemnte, nosso programa de criação.

 

Os novos machos são sempre iniciados com 2 ou 3 fêmeas.  Se, dentro de 3 meses, não houver sinais de acasalamento  (Pêlos soltos na gaiola, stopper ou fêmea prenhe), o macho colocado é substituído por outro já provado.

Quando as fêmeas começam a parir (por volta de meados de agosto) realizamos a “cópula pós parto” (O corredor do macho e deixado aberto até 72 horas após o parto).  Todas nossas fêmeas são fecundadas após o parto, menos as que pariram 4 ou mais filhotes.

Quando os filhotes são desmamados (após 6 ou 8 semanas), abrimos novamente o corredor para entrada do macho, mesmo que achemos que a fêmea está prenhe. Nas ninhadas de 4 ou mais filhotes, desmamamos com 6 semanas os mais fortes e deixamos os restantes para desmamá-los com 8 semanas.

 

Quando podemos ter certeza pela segunda vez, de que a fêmea está prenhe, fechamos a entrada do macho, impedindo assim nova re-fecundação.

                                                                                   

Em 15 de fevereiro, todos os machos são mudados para gaiolas de crescimento ou peles, menos os machos Black e Standard extra selecionados durante os últimos 4 anos que são mantidos em procriação o ano todo.

 

Em janeiro e fevereiro, todos os filhotes tem 5 meses ou mais, e são graduados. A graduação é registrada nas fichas de  avaliação de progênie. Temos uma ficha de avaliação para cada macho ou fêmea do plantel de reprodutores.

 

Em março – Analisamos, tão apuradamente quanto possível, os resultados do ano:

 

1- Número de crias por fêmea.

 

2- Índice de mortalidade - nossa culpa?    

                - culpa dos animais?

                                     - outras causas?                                                                                                               

3- Percentuais de cópulas pós parto ocorridas.

 

4- Índice de prolificidade de cada macho com cada uma das suas fêmeas.

 

5- Qualidade media global da safra deste ano, em comparação com as dos anos anteriores.

 

6- Qualidade média de linhagens específicas que procuramos reunir por procriação linear ou procriação consangüínea.

 

PLANEJAMENTO

 

Com os dados colhidos em março vamos analisar criteriosamente 03 pontos fundamentais:

  • PLANTEL

  • MACHOS

  • FEMEAS

DO PLANTEL

 

Agora dispomos de informações suficientes para traçar planos de melhoria do plantel, para o novo ano de criação que se inicia novamente em abril.   Para isso:

 

1- Examinamos os registros das fêmeas que vem procriando há pelo menos 2 anos. Se, naquela safra, alguma não houver produzido no mínimo 3 crias (vivas), é excluída do plantel.                                                                                 

2- Analisamos todos os machos reprodutores para verificar quão rapidamente fecundaram suas fêmeas e qual a percentagem de re-fecundações que efetivamente realizaram.

 

Depois dessa análise completa dos reprodutores e matrizes, expurgamos os que se mostraram fracos e selecionamos, dentre os animais novos, fêmeas para substituição.  Estas são escolhidas com base no FENÓTIPO (graduação ótica) e o GENÓTIPO (pedigree do Registro Genealógico na ACHILA dos ancestrais, mais as avaliações das características de qualidade que tenhamos feito dos mesmos).

 

DOS MACHOS

 

Poucos machos são aproveitados.

Os machos são selecionados com base no:

 

1- registros de produção e temperamento. (admitimos que um macho mate uma fêmea em cada período de 3 anos)                                                                                           

 

2- sua influencia na qualidade média geral das crias naquela safra, é também muito importante. Todo macho novo colocado em reprodução tem a obrigação de produzir como mínimo dois animais com características de qualidade igual ou melhor que as dele. Caso contrario e substituído (Expurgamos de 20% a 50% dos machos até então em atividade).

 

3- examinamos cuidadosamente os melhores 2% (pelo fenótipo) de nossos machos novos, analisando-os quanto ao fenótipo, genótipo e possível utilidade no próximo ano.

 

De modo geral, de cada 200 machos nascidos, selecionamos de 3 a 6.

 

DAS FEMEAS

 

Passamos, então, a relacionar as melhores fêmeas reprodutoras (as já em atividade e as novas, de substituição) numa extensa folha de papel.

 

Adiante do número de cada fêmea assinalamos seu grau e antecedentes. (usamos círculos coloridos para indicação dos antecedentes).

 

Confeccionamos outra folha, que consiste mais ou menos de fileiras de quadros em branco. O número de um macho é colocado em cada quadro e decidimos quantas e quais fêmeas que colocaremos com cada macho para a almejada consecução do plano de criação estabelecido.

 

REGRA PRÁTICA:

 

1- Com machos novos, ainda não provados - colocamos 2 ou 3 fêmeas;

2- Com machos provados durante 01 ano - colocamos 6 a 8 fêmeas;

3- Com machos provados durante 02 anos - colocamos 10 a 14 fêmeas.

 

Ao selecionar as fêmeas para cada macho, primeiro determinamos as principais fraquezas do rebanho.  Então, escolhemos fêmeas boas naqueles aspectos e as acasalamos com machos de características semelhantes, anotando seus números nos quadros seguintes ao do número do macho.

 

VANTAGENS

 

Este programa de criação apresenta, a meu ver, as seguintes vantagens:

 

01- Registro anual de qualidade.

 

02- Cada uma de nossas duas safras é aproximadamente da mesma idade. Crias da mesma idade são muito mais fáceis de controlar para maturação.

 

03- As fêmeas de substituição, introduzidas no plantel, são aproximadamente da mesma idade.

04- A eliminação dos machos e fêmeas indesejáveis fica mais simplificada.

 

05- Podemos combinar as teorias de “consangüinidade” e “melhores com os melhores”.

 

06- Podemos expurgar por aptidão.

 

07- A criação de filhotes afastados das mães por falta de leite não apresenta problemas; sempre há fêmeas lactantes disponíveis.

 

08- Nosso trabalho pode ser programado em forma sazonal.

 

09- Expurgando os machos indesejáveis em fevereiro, os 20% a 50% que caem fora, com certeza, estarão prontos durante o inverno.                                                                                        

 

10- Nossas fêmeas boas reprodutoras tem um descanso de dois meses. Acreditamos que, num período de três anos, obtemos mais crias por fêmea ao procriar por ciclos.                                                                               

 

11- Os filhotes são mais sadios e fortes, com baixo índice de mortalidade(7%).                                                                                               

 

12- Em nossa unidade de esfola, podemos processar, em número de animais, o dobro de sua capacidade.

 

13- Aproveitamos a temperatura da estação (esfolamos durante o inverno – criamos os filhotes nos meses mais quentes do ano).

 

14- Podemos desmamar os filhotes colocando-os diretamente na unidade de criação para peles, eliminando assim uma gaiola intermediária (isso diminui a possibilidade de manchas produzidas pela gaiola, e parece acelerar o ritmo de crescimento).

 

CONCLUÇÃO - Para pensar

 

Faz Alguns anos tive a satisfação de compartilhar uma palestra com a Sra. Patrícia Perrin, presidente da Associação Mexicana de Criadores de Chinchilas e ex-presidente do Chinchilla Industry Counsil de USA, e algo que ela comentou durante a mesma deve ser por nos analisado:  Ela deixou bem claro que não considera sua criação de chinchilas como um Hobby e sim como uma industria.  Imagina cada uma de suas gaiolas, como uma máquina destinada à produção.  Cada gaiola vazia é equivalente a uma máquina parada.

 

Ao entrarem no criatório observem e contem quantas gaiolas estão sem fêmeas e verão que praticamente de 10 a 30 % estão vazias e, por conseguinte sem produzir. Quer dizer que vocês terão de 10 a 30 % menos peles no próximo ano.

 

EXEMPLO: (criador com 200 fêmeas em reprodução)

 

   200 GAIOLAS – 20 % = (-) 40 GAIOLAS/MATRIZES

 

     40 GAIOLAS/MATRIZES  X  3 FILHOTES/ANO = 120 ANIMAIS

 

   120 ANIMAIS = 120 PELES   X   US$ 60 =   (+)  US$ 7.200

 

Podemos dividir ou multiplicar pelo tamanho do criatório de vocês. 

 

Nós temos 1.480 gaiolas/matrizes na cabanha e de acordo a esta equação deixaríamos de produzir em torno de 900 peles/ano.

O equivalente a aproximadamente US$ 54.000/ano.

 

Carlos Luis Perez

 

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