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01/01/2008 - Sua história, espécies, características e comportamento.

HISTÓRIA, ESPÉCIES, CARCACTERÍSTICAS E COMPORTAMENTO

A Chinchila, um pequeno animal roedor dono de pêlos de tons e qualidade inigualáveis, 20 vezes mais fino que o cabelo humano, e impossível de ser produzido artificialmente. Com ele se fabricam estolas, casacos e abrigos, sendo que, para apenas um casaco podem ser necessárias de 40 a 120 peles, escolhidas entre mais de 2 mil, para obtenção de uma confecção de colorido e padrões iguais. Os preços destes casacos podem atingir mais de US$ 70.000 nas lojas dos grandes estilistas em Nova York, Milão, Paris, Londres, Tokio, etc.

A criação de chinchilas é uma atividade rentável, feita exclusivamente para exportação de peles comercializadas no exterior, a preços excelentes.

A criação é fácil, mas os gastos iniciais são altos, já que o preço dos pequenos roedores é bem elevado.  Entretanto, os custos de manutenção do plantel são pequenos e o retorno do capital investido é relativamente rápido: 3 anos após a instalação da criação, o produtor começa a ter lucros.

 

O mercado é excelente e a oferta de peles é reduzida, ficando muito aquém das necessidades. A procura de peles é muito grande, mas como sua qualidade é de extrema importância, os compradores só aceitam mercadoria de primeira, altamente selecionada e sem qualquer defeito. Entrar para o mundo da criação de chinchilas não é difícil. 

 

Apenas uma pessoa consegue cuidar de aproximadamente 1.000 animais, gastando, para isso, pouco mais de 3 horas diárias.

 

HISTORIA E ORIGEM

 

Na Cordilheira dos Andes, local que compreendia a Argentina, Peru, Chile, e Bolívia, há milhões de anos viveu um animalzinho chamado Megamys. Ao que tudo indica, pelos seus hábitos, formas e características, ele foi um antepassado da chinchila, que surgiu exatamente nessa região.  As primeiras notícias de sua existência estão ligadas à época pré-colombiana, ocasião em que os Incas, conhecedores do roedor, usavam sua pele para se proteger das noites frias da região andina.

 

Sabe-se que, em 1524, os espanhóis começaram a caçar ostensivamente as chinchilas. Eles ficaram maravilhados ao descobrir peles do animal em poder dos índios Chinchas.  Esses índios comiam a carne e faziam agasalhos com a pele e, acredita-se, eles deram o nome às chinchilas. Os espanhóis não ficaram apenas encantados com o pêlo desse roedor; eles acabaram com o sossego dos bichinhos.  Ambiciosos que eram, espalharam o boato de que a carne da chinchila era boa contra a tuberculose.  Desta forma, os índios, para se proteger do mal, muito freqüente na época, caçavam chinchilas aos montes, comiam a carne e vendiam a pele por preço irrisório ou trocavam por objetos insignificantes.

 

Segundo a história, a rainha Isabel, a Católica, foi a primeira pessoa civilizada a usar um casaco de chinchila.  Dizem que ela foi presenteada por um coletor de impostos que tinha por objetivo arrecadas taxas junto aos índios do Peru, e cuja missão fora infrutífera.  Para se desculpar diante da rainha, ele levou-lhe um casaco de peles de chinchila.  Ela ficou deslumbrada e, então, o perdoou.

 

AS ESPÉCIES

 

Na natureza, em estado selvagem, viveram três espécies de chinchilas: a Lanígera, a Real e a Bevicaudata.  Todas elas pertencentes à:

 

ordem   dos roedores

subordem   Simplicidentate

gênero  Chinchila

família  Chinchilliade

tribo   Hystricomorphus ou Logostomidos.

 

Chinchila Real

Atualmente esta espécie está extinta.  No seu habitat natural ela possuía patas brancas, com uma faixa branca na parte inferior, seguida de cinza-azulado, ficando totalmente cinza-grafite no dorso, salpicada de prateado. Pêlos macios, com raiz cinza-escuro, anel branco no meio, terminando com tonalidade grafite.

 

Chinchila Brevicaudata

Pelo fato de os pêlos serem de tamanhos diferentes, a pele dessa chinchila não é aceita no mercado peleteiro internacional.  As tentativas de criação, em cativeiro, foram infrutíferas, pois essa espécie necessita de cuidados extremos, principalmente com relação à água.  A parte inferior do corpo é clara, às vezes amarelada ou acinzentada, e o dorso formado de tons claros e escuros, de modo desordenado.  As raízes dos pêlos são cinzas-azuladas, com parte do meio clara, escurecendo nas extremidades adquirindo o tom marrom ou azulado.

 

Chinchila Lanígera

Pêlos macios, finos, todos do mesmo tamanho, raiz escura, seguida de anel branco e extremidade cinza.  Patas cor de marfim, faixa inferior da pele também, escurecendo aos poucos até a espinha, ficando cinza-azulada ou cinza-grafite.  Assim era a Chinchila Lanígera na sua origem, de cor cinza e logo chamada pelos criadores de Standard.

 

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA CHINCHILA LANÍGERA

 

A Chinchila Lanígera é a única espécie criada atualmente em cativeiro praticamente em todo o mundo.  Ela pesa cerca de 500g, mede de 25cm a 30cm - média de 26cm -, e vive cerca de 15 anos, tendo vida sexual ativa a partir dos 6 meses de idade, estendendo-se até 10/12 anos.  Mas pode viver até 20 anos.  Sua ovulação ocorre a cada 28 dias e a gestação dura 111 dias, com dois partos por ano, nascendo de um a quatro filhotes; a média é de dois por vez.

 

COMPORTAMENTO

 

Hábitos

 

A chinchila Lanígera é dócil, sociável, pacífica, resistente e rústica.  É muito saudável, não faz barulho e tampouco gosta dele.  É extremamente limpa, não apresenta doenças transmissíveis ao homem e se adapta bem a diferentes climas e ambientes.  Todavia, é muito sensível ao calor, à umidade e principalmente à sujeira.  É um animal limpo, calmo e sua criação é pratica e rentável.  Tem hábitos noturnos, ocasião em que é muito ativa, e prefere dormir durante o dia.

 

Aspecto  Geral

 

A pele é sedosa, suave, leve, vistosa, de qualidade inigualável, sendo impossível reproduzi-la sinteticamente.  Também não existe na natureza pele igual ou semelhante.  Cada pele pesa de 25g a 30g e somente de uma raiz saem de 65 a 85 finíssimos pêlos, comparáveis apenas à seda, de tão macios e brilhantes.  O pêlo é 20 vezes mais fino do que o cabelo humano e a pele muito resistente, apesar de tão delicada.

 

O pêlo da Chinchila Lanígera é dividido em três partes, bem distinguidas pelas suas tonalidades diferentes.  É cinza-escuro ou azul-cinzento da raiz até parte dele; a parte média é formada por anel claro ou branco, e a ponta do pêlo é cinza-azulada ou preta. 

   

Possui olhos grandes, com um brilho característico.  As barbichas são compridas, tem olfato e audição bem apurados, enquanto a visão é curta, principalmente durante o dia, em condições de iluminação artificial.  Tem 20 dentes, sendo que os quatro incisivos crescem bastante, precisando de desgaste através de pedaços de madeira para não haver deformação.  As vezes é necessário lixá-los.

  


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