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10/10/2008 - Nossa tabela de graduação e prolificidade nas fêmeas em reprodução

TABELA DE GRADUAÇÃO SIMPLIFICADA E CONTROLE DE NATALIDADE NO CRIATÓRIO QUE UTILIZAMOS NA CABANHA MASTER CHINCHILA

A MAIS DE 25 ANOS

 

Esta tabela ajudará o criador para que de forma rápida e prática possa acompanhar dentro do criatório se as características de qualidade do pai e da mãe do animal que está sendo analisado estão aumentando, se mantendo ou diminuindo e se o resultado obtido com o cruzamento deverá ser mantido ou se algum dos pais, substituídos.

 

Existem inúmeras tabelas, fichas ou gráficos de graduação utilizados pelos criadores no mundo todo. Cada criador faz a sua própria de acordo ao seu gosto, necessidade e conhecimento. Nossa tabela a seguir é a que estamos usando a mais de 25 anos e acreditamos que o ajudará a melhorar o seu plantel em bem pouco tempo.

 

O criador deverá lembrar que não podemos graduar animais em cria. Esta graduação deve ser feita a partir do 7º- mês de idade e sempre antes de ser colocada à coleira nas fêmeas. Geralmente as fêmeas após o segundo ou terceiro parto ficam maiores, a tonalidade escura diminui, o brilho desaparece, a barriga perde sua cor branca e conseqüentemente não conseguiremos fazer uma avaliação de qualidade correta.

 

Nós utilizamos na tabela, 6 características:

 

(TA) Tamanho;

(TO) Tonalidade;

(PU) Pureza de cor;

(CP) Comprimento do pêlo;

(CV) Cobertura do véu e,

(DE) Densidade.

 

O criador poderá acrescentar algumas também importantes como conformação, textura, cor da banda, cor da barriga, pescoço e outras.

 

TAMANHO (TA)

 

Quando falamos de Tamanho nos referimos à superfície útil de pele utilizável de um animal. O melhor tamanho se obtém a partir dos 8 a 10 meses de idade.

 

O Tamanho é a primeira observação positiva que os compradores nos fazem na hora de adquirir nossas peles. Quanto maiores, mas dólares para o criador. O Tamanho da pele tem que ser natural, quer dizer que não pode ser esticada demais para ela ficar maior. Isto vale tanto para o comprimento como na largura. Se fizermos isto à pele fica esticada demais e perderemos 30% de sua densidade o que fará com que os pêlos se deitem em conseqüência da pouca força que um exerce sobre os outros. A pele ficara achatada principalmente na área da nuca e pescoço dando a sensação de ser uma pele de fêmea em cria que morreu.

 

O gene de Tamanho é dominante simples. Quer dizer que o encontraremos em uma grande porcentagem no fenótipo da primeira geração.

 

Alguns criadores iniciantes confundem animal grande com animal gordo. É fácil ouvir dizer que o macho tal pesa 850 gramas ou quase 1 kg. O peso não é indicação de animal grande. Por outro lado o criador deve estar consciente da alimentação que usa. Muitos animais geneticamente grandes não desenvolvem este fenótipo, pois não estão bem nutridos.

 

COR OU TONALIDADE (TO)

 

Os diferentes tons de Cor dependem dos pigmentos e sua quantidade distribuídos na ponta do pêlo (véu).

 

Embora a maioria dos criadores não ache esta uma das características mais importante, as peles mais escuras sempre serão as que atingem maior valorização, sobretudo quando acompanhadas de um bom tamanho. 

 

Devemos sempre escolher para reprodução os animais mais escuros possíveis. Os machos sempre devem ser extras escuros.

 

PUREZA DE COR (PU)

 

Define-se como Pureza de Cor aquela coloração nítida e própria de tonalidade, sem pigmentos diferentes que possam dar aspecto borrado ou manchado.

 

O ideal é uma tonalidade azulada.  Nunca deve ter aparência borrada nem tingidos falsos com tons amarelados ou avermelhados. Não devemos confundir impureza genética com impurezas em conseqüência de mau manejo como pouco banho, manchas de urina, ferrugem ou avermelhado por falta de renovação de ar. 

 

Apesar de a tonalidade azulada estar ligada a pureza, um animal pode ser de cor pura sem ser azul, apesar de que seria desejável que assim fosse.  O tom de cor clara, média ou escura não tem nenhuma relação com a pureza e a nitidez da cor.

 

Devemos analisar sempre o animal utilizando luzes apropriadas, iguais as das mesas de julgamento.

 

A banda do pêlo e a barriga devem ser de um branco puro e bem concentrado evitando o tom amarronzado ou cinza. Como é um gene acumulativo, devemos sempre cruzar animais de barriga e banda do pêlo de cor branco puro entre si. 

 

Por ser a Pureza de Cor uma característica de gene recessivo muitas vezes o animal é fenotipicamente puro porem carrega no genótipo a impureza. Na pureza de cor devemos sempre ficar de olho na filhotada que é a que após duas ou três gerações nos confirmará, ou não, da ausência deste gene indesejável na prole.

 

COMPRIMENTO DO PÊLO (CP)

 

Devemos analisar o animal nas três regiões mais importante do corpo: ancas, lombo e pescoço. O ideal é entre 3 a 4 cm de comprimento, mas igual em toda a extensão da pele. Assopre 2 animais e faça o aprendizado por comparação até aprender a reconhecer esta característica individualmente.

 

COBERTURA DE VÉU (CV)

 

A Cobertura de véu está diretamente relacionada com a maior ou menor extensão da área determinada pelas pontas pretas dos pêlos. Esta característica comporta-se de forma dominante acumulativa. Devemos sempre cruzar fêmeas de boa Cobertura de véu com machos excelentes em esta característica.

 

Devemos produzir peles com bons desenhos, procurando que o véu se estenda em forma uniforme e sem falhas nas ancas. O véu deve descer uniformemente para os lados e para trás do corpo, preferentemente até a base da cauda se estendendo até a cabeça e passando pelo pescoço. Quanto mais bem definida seja a línea divisória, sem mistura de tons e quase reta, teremos um animal que sempre é o mais desejado pelos criadores.

 

O véu é mais notório nos animais mais escuros. Ele determina a cor do animal e deve ser brilhante, suave e parelho, livre de defeitos tais como torcidos, encaracolados, quebras ou redemoinhos.

 

DENSIDADE (DE)

 

É o volume de pêlos, quantidade ou número de fibras de pêlo que cobrem uma determinada área.

 

Quando um animal tem boa Densidade os pêlos se mantêm eretos; não caem uns sobre os outros deixando ver à banda branca dando à pele uma sensação de “carijó”. São fáceis de reconhecer, pois assoprando seus pelos estes ficam com uma área muito aberta, deixando a mostra o couro do animal. Este defeito e mais acentuado no pescoço.

 

Quando se qualifica a Densidade, também é necessário observar e avaliar a força do pêlo. Um pêlo forte ajuda a mantê-los eretos e firmes.

 

O gene de Densidade é dominante acumulativo. Quer dizer que temos cruzar preferentemente animais densos com densos para darmos origem a uma nova geração de animais geneticamente densos, independentemente de eles serem NÃO muito grandes ou NÃO muito escuros. Tamanho e tonalidade são mais fáceis de obter que a Densidade e comprimento de pêlo.

 

Devemos sempre medir a Densidade quando o pêlo do animal está maduro (prime). Fora do prime esta medição pode nos enganar pelo duplo pêlo em crescimento.

 

PREENCHIMENTO DA TABELA

 

   Para preenchimento da tabela utilizaremos lápis e borracha. Se alguma das fêmeas morrer ou tiver que ser transferida de gaiola para formação de uma nova família, você apagará os dados e poderá assim anotar novamente os da fêmea que vai entrar em reprodução no seu lugar.

 

(A) = Sigla, letra e número da fêmea em reprodução + data de nascimento e número de

          irmãos no parto.

(B) = Sigla, letra e número da mãe da fêmea em reprodução + número de irmãos no parto.

(C) =  Sigla, letra e número do pai da fêmea em reprodução + número de irmãos no parto.

 

Para graduação utilizamos números:

 

1  para  SUPERIOR

2  para  BOM

3  para  ACEITÁVEL

4  para  INFERIOR  

 

Nas fêmeas não aceitamos 4

Nos machos jamais 3 ou 4

 

Utilizamos nossa tabela desde o inicio dos anos 80 e logicamente que nestes últimos 25 anos as características de qualidade dos animais foram melhoradas, e muito, pelo que hoje quando alguma das características SUPERIOR (1) impressiona, (Ex: muito escuro ou muito denso) colocamos 1x (x minúscula) ou (muito, muito escuro ou muito, muito denso) 1X (X maiúscula). O que considerávamos SUPERIOR em 1980 hoje é considerado na maioria das características como BOM e em outras ACEITÁVEL.

 

 

MACHO

TA

1X

TO

1

PU

1x

CP

1

CV

1x

DE

1

                                                                                   

FEM

(A)  M  778  21/05/02  3

(A)  P154  28/02/04     2

(A)  S 680  11/01/06  4

(A)  K 972 23/09/00     2

(A)  P 1295 04/10/04   3

MAE

(B)  K   125                   2

(B)  L 270                      4

(B)  M 045                   4

(B)  F 123                      2

(B)  L   270                    4

PAI

(C)  J  1094                  3

(C)  H 999                     2

(C)  L  498                  3

(C)  F 885                      1

(C)  H   999                   2    

 

TA

TO

PU

CP

CV

DE

TA

TO

PU

CP

CV

DE

TA

TO

PU

CP

CV

DE

TA

TO

PU

CP

CV

DE

TA

TO

PU

CP

CV

DE

FEM

1x

1

1

2

1

1

 1

1X 

1x 

1x 

1

2

2

1

1x

2

 3

1x 

2

 1x

MAE

1x

2

1

1

2

2

 2

1x 

1x 

2

2

2

1x

1x

3

 2

 2

 3

PAI

1x

1

1X

1

1x

1

 1x

1x 

1X 

1x

1

1

2

1

1x

 1

1x 

1X 

 1X

 2

2004

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2005

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2006

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2007

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2008

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A seguir colocaremos nos quadros TA, TO, PU, CP, CV e DE a graduação previamente realizada da nova fêmea, preenchendo também os quadros referentes ao pai e mãe. Desta maneira acompanharemos a evolução, ou não, do cruzamento. No exemplo acima à fêmea em reprodução M 778 manteve a característica SUPERIOR dos pais em tamanho e pureza de cor. Melhorou em TO, CV e DE em relação à mãe e caiu em CP.  A fêmea L 154 manteve a característica SUPERIOR dos pais em CP e DE; melhorou  TA da mãe e TO e CV do pai e manteve PU da mãe. Neste caso sabendo que PU e um gene recessivo, o mais provável e que a fêmea L 154 seja portadora deste gene que recebeu do pai.

 

Faça agora sua própria avaliação com as fêmeas J 680, K 972 e P 1295 que completam a família. Em uma delas os pais deverão ser trocados. Qual delas?

 

 

FERTILIDADE

 

Para acompanhar a fertilidade da fêmea durante os anos que estiver em reprodução, faremos o seguinte:

No quadro D colocaremos o dia e mês do primeiro parto do ano, ex: 23/02

No quadro E, G e I colocaremos o número de filhotes nascidos, ex: E = 3 (somente a quantidade), G = 2f-1m ou I = 0f-2m (quando quiser saber a quantidade de machos e fêmeas que produziu).

No quadro F colocaremos o dia e mês do segundo parto no ano, ex: 15/08

No quadro H colocaremos o dia e mês do terceiro parto no ano, se houver.

Para os anos seguintes, o procedimento é o mesmo.

 

2004

D

E

F

G

H

I

2005

 23/02

3

 15/08

2-1

 

-2

2006

 

 

 

 

 

 

2007

 

 

 

 

 

 

2008

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imaginamos que muito do explicado possa ter aumentado as dúvidas em você.

 

Traga 4 ou 5 de seus animais e aprenda a utilizar a tabela conosco, teremos um imenso prazer em ajudá-lo. 

 

Carlos Luis Perez

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