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16/01/2009 - DESTAQUE:

CUIDADOS COM O CRUZAMENTO DE CLAROS COM ESCUROS

 

 

Quando se quer aparear chinchilas, a variação de tons é muito importante e deve ser bem estudada.  Um criador novato, com poucos animais, vai ter que usar o que de melhor tem.  Mas quando o rebanho cresce, há de se ter um conhecimento maior sobre a importância da cor ao formar novas famílias.

 

Para o novato, vai parecer que a variação entre um animal e outro é pequena, mas à medida que adquire experiência, vai notar com maior evidencia que existe grande diferença.

 

De modo geral as chinchilas podem ser classificadas em 5 categorias:

 

Clara,

Média,

Médio escuro,

Escuro e,

Extra escuro.

 

Em alguns eventos de médio porte, vão ser apresentadas segundo esta classificação.  Porém, naqueles eventos mais importantes, às vezes se agregam mais duas categorias, incorporando a clara mediana e a extra-extra escura.  Realmente, podemos notar depois de ter olhado centos de chinchilas sob a luz de graduação, que existem 15 ou 20 tons diferentes.  Mas, neste ponto, a diferencia é tão estreita que começa a parecer impossível.  Por isso, para ser realista, a indústria fixou a classificação das tonalidades das peles no mercado, nas 5 primeiras mencionadas aqui.  Portanto, o criador deveria fazer o mesmo com seus animais.

 

Ao se formarem os lotes de peles para o mercado (um processo a cargo do agente comercial ), é importante que as cores combinem.  A medida que o criador ganha em experiência,  vai ficando conhecedor das várias tonalidades.  Alguns criadores se especializam em certas tonalidades, por exemplo, um deles pode ter maioria de animais escuros, enquanto outros têm maioria de animais claros.  Porém, o mercado tem mostrado insistentemente, preferência pelos mais escuros, por isto, e com poucas exceções, a maioria optou pelo animal escuro.  De qualquer maneira, considera-se um bom conselho dizer que não se devem misturar as tonalidades em uma linha de cria.  Apareando claros, ou até médios claros, durante um tempo determinado, estaremos produzindo, automaticamente, mais animais claros.  Ao aparear juntos os escuros, esta parte do rebanho, gradualmente, vai ficar mais e mais escura.  Os médios vão se reproduzir entre os claros ou escuros, sendo mais escuros do que um animal claro, e sendo muito claros para serem escuros.

 

Pode-se desenvolver o tipo de animal de tonalidade média através de apareamentos seguidos dos médios.

 

Assim, ficou provado que é tolice colocar um animal claro com um escuro.  A descendência será variada: alguns serão claros, alguns serão médios, outros escuros e vários deles serão moteados.  Estes animais moteados não dão peles boas, e nem podem ser colocados em cria.  Os escuros que podem ter  é produto de uma genética muito variada e não poderão reproduzir a tonalidade escura, já que os tantos genes de cor poderiam dar apenas animais mais claros.

 

Em vista disto, se um criador está se preocupando em reproduzir animais escuros, e tem chinchilas claras, deveria coureá-las e não colocá-las em reprodução.  Apenas assim, ele poderá, lentamente, desenvolver linhas de cria que possam produzir uma tonalidade pré-determinada.

 

Bowen/Jenkins

 

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