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29/01/2009 - Genética

 

A GENÉTICA DA CHINCHILA

Do livto “Basic Genetics of The Cost Color of Chinchilla”

Of Chinchilla Breeders Cooperative, Inc.

 

Hereditariedade

 

De modo geral as pessoas pensam que hereditariedade é passada através do sangue, e por isso referem-se aos seus animais como meio-sangue, um quarto de sangue, puro sangue, etc. O sangue não tem nada a ver com a hereditariedade e, se assim fosse, seria muito fácil mudá-la através da simples reposição do sangue de um animal pelo outro. A hereditariedade se leva nos genes dos cromossomos, que são imutáveis. Estão sempre no mesmo lugar. Isto é importante para se entender.

 

Genes e Cromossomos

 

Como as pesquisas sobre a genética da chinchila são realmente muito poucas, a maioria de nossas informações sobre genes e cromossomos provêm dos inúmeros trabalhos sobre outros roedores e também sobre os humanos.

 

O núcleo de cada célula viva de todos os animais (e vegetais) contém cromossomos que podem ser vistas ao microscópio. Este material, durante o processo de reprodução da célula, posiciona-se de tal maneira, prévia à divisão da célula que pode ser visto realmente.

 

Como exemplo, na célula humana existem 46 cromossomos que podemos visualizar. As células estudadas, dos humanos, geralmente pertencem à face, já que estas apresentam um núcleo grande e são mais fáceis de estudar no microscópio. Desta maneira, quando todo o material cromossomático do núcleo de cada célula posiciona-se no eixo da célula, separado em 46 pedaços ou segmentos, sabemos que se trata de cromossomos humanos.

 

Estes cromossomos contem as informações genéticas que conhecemos empiricamente como genes. Estime-se que na célula do corpo humano estes 46 cromossomos contêm de 40 a 60 milhares de genes ou unidades determinantes.

 

Portanto, se você tem olhos escuros, ou cabelos crespo ou é de estatura alta, ou até tem sardas, é porque em algum lugar desta grande quantidade de genes que você herdou, existem alguns genes, os quais atuaram como determinantes e lhe deram essas características.

 

O número destes cromossomos está determinado como sendo 46 no homem, 40 no camundongo. 44 nos coelhos, 42 nos ratos e 32 na chinchila.

 

Para não pensar que um número mais alto seria encontrado nas formas superiores, permita-nos lembrar que uma batata possui 48 cromossomos, um macaco tem 54, uma cebola 100 e um caranguejo de rio 200.

 

Reprodução de células

 

Para que os animais e as partes do animal possam crescer, é necessário que as células do animal se dividam e reproduzam. Assim, cada célula do corpo sofre um tipo de reprodução ou divisão na qual o material cromossomático no próprio núcleo, incluindo os cromossomos, divide-se. Existem 2 grupos distintos de separação reprodutora deste material, e o mais comum que se produzem todas as células, executando as células sexuais, conhece-se como mitose. Nesse processo, o material dos cromossomos posiciona-se na metade da célula antes de sua separação, de tal modo que cada célula-filha recebe a metade do material cromossomático, mais ainda permanece o mesmo número de cromossomos. Portanto, todas as células do corpo de cada animal terão o mesmo número de cromossomos, como por exemplo, 46 no homem.

 

O segundo tipo de divisão da célula é aquela que se processa nas células do sexo do animal e se chama meiose. Este é um tipo especial de divisão que reduz o número de genes e cromossomos, contida dentro da célula, para a metade. É por isto, que cada célula do esperma que se produz por este tipo de divisão será portadora de um núcleo contendo a metade do número total de cromossomos e cada célula de ovo produzida terá a metade do número total de cromossomos. Assim, no humano cada espermatozóide contém 23 cromossomos.

 

Este processo de meiose, que reduz o número de genes e cromossomos a metade, permite que, quando o espermatozóide fertiliza o ovo, formem dois grupos de cromossomos diferentes que contêm material genético do pai e da mãe, os quais, depois se unem para compor o número total de cromossomos da espécie. Ex. nos humanos este número e de 46.

 

Depois desta explicação, podemos entender que desde o momento da fertilização do ovo e da combinação dos 23 cromossomos de cada parente para completar os 46 da espécie, todo o material cromossomático e seu conteúdo de 40 a 60 milhares de informações, já se organizaram de modo a produzir um novo exemplar ou indivíduo. Porém, ao tempo de ocorrer à fertilização, toda a bagagem hereditária já se organizou e fixou, não podendo ser mais desorganizada ou alterada no futuro desenvolvimento do animal. Podemos imaginar o tamanho desta célula se pensarmos que o ovo humano que contém o cromossomo, tem o tamanho do ponto (.) feito pela máquina de escrever comum, o espermatozóide é ainda menor.

 

O cromossomo que se encontra em um espermatozóide ou um ovo é completamente causal, sendo que assim que se obtém a variedade dos descendentes produzidos através do cruzamento.

 

Desde que cada cromossomo de um par pode se juntar ao espermatozóide, existem então duas possibilidades reais, o descendente tem 4 possibilidades para cada par de cromossomos que possui. Para apenas 20 cromossomos existem 1.048.576 combinações, tanto no espermatozóide como no ovo e, se juntarmos tudo teremos a fantástica quantidade de 1.099.511.627.776 combinações possíveis.

 

Cada par de cromossomos que se agregue irá dobrar as combinações do ovo ou espermatozóide e quadruplicar as do ovo fertilizado. 32 pares de cromossomos , como na chinchila, irão enlouquecer a imaginação. Por isso a possibilidade de reproduzir 2 animais exatamente iguais será remota, menos que sejam gêmeos idênticos. Neste caso, depois da fertilização, o ovo se divide em células absolutamente iguais que vão produzir animais geneticamente iguais. Afortunadamente nosso interesse na reprodução preocupa-se apenas com algumas características, deixando as outras de lado.

 

DETERMINAÇÃO DO SEXO PELOS CROMOSSOMAS

 

Na maioria dos animais, os cromossomos decidem o sexo da espécie. Nos roedores, assim como nos humanos, existem 2 cromossomos do sexo chamados de X e Y. O cromossomo X não deve seu nome ao formato de X, mas ao fato de que era absolutamente desconhecido quando foi visto pela primeira vez em 1902. Desde então se soube que era o cromossomo feminino e ainda conserva o nome de X.

 

Nos humanos e roedores, todas as fêmeas apresentam 2 cromossomos X em cada célula do corpo, e nos machos existe um cromossomo X e um Y. Por exemplo, nos exemplares masculinos da espécie humana existem 2 cromossomos de sexo e 44 do resto do corpo. São chamados de X e Y e o cromossomo Y é o mais pequeno se comparado com os outros, sendo facilmente reconhecido. O cromossomo X é um pouco maior.

 

No processo de mitose, o qual já descrito, em cada célula que se divide durante o crescimento deste exemplar masculino haverá um cromossomo X e Y presente no núcleo. No entanto, na meiose ou processo de divisão da célula que formam as células sexuais ou espermas, os espermatozóides vão conter 22 cromossomos do corpo e um do sexo, seja este X ou Y.

 

Assim haverá espermatozóides X e Y segundo o cromossomo que transporta. A célula sexual feminina, produzida pelo processo de meiose com redução do número de genes e cromossomos, todos os ovos ou óvulos, contém 22 células e um cromossomo X.

 

Daqui podemos deduzir que o sexo se determina pelo espermatozóide que se une ao óvulo dependendo do cromossomo que carrega, seja este X ou Y.

 

Obviamente, aquele que contêm o cromossomo Y irá formar, depois da fertilização do ovo, um macho com ambos cromossomos (X e Y), enquanto que o espermatozóide contém o cromossomo X, unido ao óvulo, irá produzir uma fêmea.

 

Resumindo podemos dizer que o cromossomo Y é determinante para os machos e o cromossomo X é determinante para as fêmeas.

 

A maioria dos animais possui o sistema X-Y determinante do sexo, e esta maioria inclui o homem e todos os roedores. Em quase todos estes animais o cromossomo Y é bastante menor do que o X. Os cromossomos do sexo também carregam outros genes, e ‘às vezes encontramos que algumas características hereditárias que sempre estão associadas com um dos sexos em particular, sendo então chamadas de características de sexo.

 

GENÉTICA DOMINANTE E RECESSIVA

 

Outro erro que se comete é acreditar que apenas um par de genes controla as características da hereditariedade.

 

Realmente existe um par de genes que tem alguma influência sobre uma característica dada e dependem de diferentes cromossomos locais. Algumas vezes parecem estar ligados, e neste caso, estarão no mesmo cromossomo. O fato de que, na chinchila existam vários genes que afetam a cor, faz possível de que possam se obter diferentes mutações e também misturá-las. Também é possível escurecer e clarear a cor dos nossos animais. Mas outro problema nos genes é que não transmitam sua carga de maneira igual. Às vezes vemos aparecer algo completamente novo. Isto se deve ao fato de que alguns genes são dominantes sobre o resto. O caso contrário é a recessividade. Esta dominância ou recessividade é algo relativo que se mede em relação ao tipo de Standard ou comum.

 

Por exemplo: se um gen qualquer cobre um gen comum, de modo que este não possa se expressar com apenas um gen, o primeiro será dominante. Mas se o gen comum cobrir o gen qualquer, este último será recessivo e a única maneira de se expressar será a de encontrar outro par idêntico de genes. Quando isto acontece, vamos dizer que o animal produzido é homozigoto para este tipo de característica. Se ele tem um só dos genes dominantes ou um dos genes recessivos ocultos, vamos dizer que é heterozigoto. Homo significa igual, e hetero significa diferente. Algumas vezes um gen é meio dominante sobre o comum, e os descendentes serão um pouco diferentes do tipo comum. Neste caso, o gen é meio dominante ou dominante incompleto.

 

A dominância e recessividade são termos muito comuns que combinam com os de fenótipo e genótipo. O fenótipo é aquela condição que o animal apresenta, sua aparência física, e o genótipo está ligado com sua carga genética, a qual inclui a presença dos fatores recessivos.

 

EPÍSTASE

 

Embora exista um bom número de genes que afetam uma certa característica hereditária dada, muitas vezes não se demonstram porque não conseguem vencer os inibidores presentes. Um bom exemplo disto é o albinismo. O albinismo é a falta total de pigmentação no pêlo, couro ou pele e olhos. É completamente recessivo e não se demonstra a menos que seja homozigoto. Apesar de que todas as cores estão presentes neste animal, ela não se apresenta porque o gen albino as inibe, portanto este seria um gen epsitático.

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Capítulo 2 - OS CÓDIGOS GENÉTICOS

 

Existe bastante polêmica sobre a designação de símbolos para as variações genéticas e a aparente falta de conformidade de um tipo de animal para outro. Cada tipo parece ter seu próprio símbolo genético. A possibilidade de fazer isto corretamente abriu novas tendências de pensamentos sendo a causa de muitas pesquisas. Já se fez o possível para conseguir definir o padrão de um animal com respeito a outro e não se usam os mesmos símbolos até que esses padrões sejam identificados. Isto significa que mutantes semelhantes nas diferentes espécies devem ter a mesma base. Estes devem ser, não apenas fenoticamente parecidos, mas também pertencer a séries similares de alelos múltiplos. Isto é pode esperar por isso transitoriamente e , como meio de identificação, designaram-se símbolos que, mais tarde, poderão ser mudados. A cartela de símbolos do MCBA (Mutation Chinchilla Breeders Ass’n) é exatamente isto, e toma-se cuidado para que não sejam conflitantes com as séries alelas já conhecidas até que sejam comprovadas.

 

A maioria das pesquisas sobre símbolos genéticos começa com o camundongo por ser de grande utilidade. Nos estudos com ratos, coelhos, gatos, etc., podemos encontrar conjuntos similares e grande evidência de que as procedências são similares ou homólogas.

 

Deve-se levar em conta que o fenótipo pode ser produzido de várias maneiras e, sendo assim, usar precipitadamente símbolos de camundongos seria contraproducente para as pesquisas genéticas do futuro. Não é apenas observar que os símbolos do gato, mink ou chinchila possam ser similares até que as séries alelas sejam comprovadas; isto é algo muito mais profundo do que apenas símbolos, devem também ser homólogos. Um alelo dominante presente em algum lugar da genética do camundongo poderá produzir exemplares de pêlo preto, mas também se podem produzir por um alelo recessivo.

 

O tema levantou a polêmica sobre o uso dos mesmos símbolos para mutações da mesma cor que podem ou não ser membros das mesmas séries de alelos. Isto é prática normal na genética dos animais e , como não existem suficientes letras no alfabeto para designar todas as combinações possíveis em todos os animais sem provocar conflitos ou duplicações até que as séries alelas sejam completamente estabelecidas, continua-se com esta prática com todo o cuidado possível.

 

A cor do pêlo do animal depende quase completamente da presença ou ausência do pigmento também chamada melanina. Nos animais, a melanina existe em duas formas: eumelanina (marrom ou preto) e phaeo melanina (amarelo ou avermelhado). Estes grânulos de pigmentos podem ser alterados tanto na forma, número, posição e até substituindo um por outro. Isto é o que nos dá as variações na cor. Agora, se tomamos apenas uma série alelos como o Albino, podemos ver como se comporta a série genética. O Albino está presente em quase todos os animais, e representa a falta de pigmentação no pêlo, pele e olhos. É completamente recessivo e epistático para as outras cores. Designou-se a letra minúscula “c” para representar o tipo albino. O alelo oposto ao Albino seria o gen dominante da cor natural. Aqueles alelos situados entre estes dois seriam os que reduziriam a intensidade da pigmentação, tom por tom, desde a cor natural até chegar ao Albino. Isto não seria algo que reorganiza ou reduz a quantidade dos grânulos de pigmentos, mas algo relacionado com a diminuição da intensidade. Na verdade, as pesquisas têm demonstrado que o amarelo é o primeiro a ser afetado e o preto é o último. Conseqüentemente, já se identificaram vários alelos diferentes nas chinchilas. Estes tiram o amarelo e afetam um pouco o preto. Foram encontrados outros que afetam o preto. Como resultado, o alelo da chinchila foi identificado como cch, e aparentemente seria a gen tipo natural ou selvagem da nossa chinchila de hoje, já que a barra amarela do aguti não está presente. Por isso, na série albino do camundongo, os alelos mais conhecidos são o “C+ cor completa; cch chinchila; ce diluição completa; ch Himalaia; cp platino; e c albino. Vários outros têm sido induzidos por radiação, mas todos parecem ser letais. A cor dos olhos varia da cor escura ou rosa. Identificou-se a série Albina em coelhos, ratos, onde também existe cR, olho vermelho claro. A classificação entre C e c, certamente é outro caso.

 

Estamos apenas explicando que o fato de designar símbolos genéticos permanentes deve depender da comprovação definitiva de que sejam alelos identificáveis e que sejam homólogos para séries identificáveis em outros mamíferos. Os símbolos continuarão a ser definidos temporariamente pelo MCBA para todos os animais assim que as variações forem aparecendo, de modo que possam ser identificadas as diferentes mutações, e para o beneficio dos criadores. Estes serão trocados dependendo das descobertas feitas através dos estudos e pesquisas que determinarão a história. No entanto, continuarão aparecendo escritos e livros de diferentes autores e cada qual terá um conjunto de símbolos genéticos para aquele animal em particular, querendo mudar a simbologia. Contudo, é melhor observar e esperar até que tudo seja devidamente comprovado.

 

FÓRMULAS GENÉTICAS PARA ALGUMAS MUTAÇÕES DE CHINCHILAS

 

Standard

blbl

BB

CC

CnCn

CchCch

SpSp

MM

SS

PP

PrPr

Pwpw

ww

Preto ( dominante)

Heterozigoto

BlBl

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Preto  (Dominante)

Homozigoto ***

BlBl

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Charola (Recessiva)

 

bb

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Albina

 

 

cc

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Branca (Recessiva)

 

 

 

cncn

 

 

 

 

 

 

 

 

Chinchila (Recessiva)*

 

 

 

 

CchCch

 

 

 

 

 

 

 

Moteado

 

 

 

 

 

spsp

 

 

 

 

 

 

Borrado

 

 

 

 

 

 

mm

 

 

 

 

 

Safiro

 

 

 

 

 

 

 

ss

 

 

 

 

Bege, Olhos rosa

(Recessiva)

 

 

 

 

 

 

 

 

pp

 

 

 

Bege, olhos pretos

(Recessiva)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

prpr

 

 

Bege (Dominante)

Heterozigoto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pwpw

 

Bege ( Dominante)

Homozugoto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PwPw

 

Branca (Dominante)

Heterozigoto **

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ww

 

 

*Cch- Chinchila. Reduz a intensidade do alelo aguti para o cinza. O aguti comum é marrom. Parece ser o alelo comum da chinchila. O mesmo acontece em outros roedores. O símbolo Cch é de uso universal.

** Ww- os exemplares variam de cor branca ao prateado. O gene W é letal nos casos de homozigotos.

*** O gene Bl é possivelmente letal no estado homozigoto.

 

Para determinar o código genético completo de qualquer animal usado num cruzamento, adicione ao código do mesmo, as letras da linha do Standard encontradas na intersecção com o código do exemplar. Na linha de cima representa-se o tipo Standard como é conhecido hoje.

 

Capítulo 3 - MUTAÇÕES DE COR DOMINANTE

 

 

Tipo Standard ou selvagem

 

A cor natural de vários tipos de roedores, especialmente o camundongo, rato e chinchila, é denominado com o termo aguti e seu código genético, designado pelos geneticistas, como (aa). Isto indica que se trata de um gen relativamente recessivo associado ao pêlo dos roedores contendo 3 áreas pigmentadas. O verdadeiro aguti, com a barra amarela e o véu preto amarronzado não está presente na nossa chinchila de criatório porque foi modificado pelo gen de mutação (Cch) para a cor cinza ou sépia, com barra branca ou clara. Não existem pigmentos azuis nas peles dos roedores ou qualquer mamífero, mas sim pode existir a aparência do azul segundo o número, localização e agrupamento dos grânulos de pigmentos pretos. O uso de duas letras “a” minúsculas para o tipo aguti, não indica que é recessivo para todos os outros genes relacionados ao pêlo, mas que é basicamente recessivo por natureza e que pode provocar nuances em algum outro gen de cor. Já sabemos que existem muitos pares de genes que afetam a cor. A maioria deles está em diferentes lugares nos cromossomos porque as 3 bandas de cores são ainda visíveis.

Mutações dominantes nas chinchilas

 

Até o momento destes escritos, existem 3 mutações mais conhecidas. Temos a Branca de Wilson, a Bege Tower e a Black de Gunning. Cada uma delas tem suas particularidades e problemas.

 

A Branca de Wilson é dominante incompleta, fortemente influenciada pelos genes de cor Standard. Usando apenas animais puros na reprodução, sua cor será geralmente pura. Os olhos são pretos como na chinchila Standard embora alguns tenham uma certa aparência azul. As variações de cor podem ir de um branco puro para um prateado tão escuro como os animais Standard mais claros. Um dos problemas desta mutação é a tendência de apresentar um véu disparelho, causado por um gene. Isto sempre apareceu em outros animais, porém nada impede obter animais parelhos. Basta apenas não usar animais que apresentem a falha e ser extremamente cuidadoso ao aparear com os Standard, que devem ter excelente véu que seja parelho. Outro problema com este animal é que existe um gene letal, que impede o aparecimento de exemplares homozigotos brancos. As pesquisas feitas mostram que os apareamentos entre exemplares brancos produzem apenas ¾ do total em relação aos apareados entre brancos e Standard, indicando assim que existe uma perda. Conseqüentemente, a cor se mantém na condição heterozigoto. Comumente os animais brancos Wilson são exemplares grandes, de peles muito densas e temperamento muito dócil.

 

O Bege Tower é exemplar de cor bege, com olhos vermelho-escuro ou rubi. Tanto a cor da ponta do véu quanto à da base do pêlo variam dependendo da cor dos animais antepassados. É uma tonalidade facilmente afetada pela impureza ou off color dos animais Standard e que tende a se oxidar rapidamente quando exposta ás luzes fortes. Não apresenta o fator letal e existem muitos animais homozigotos, apresentando cor loura claro com olhos vermelho-claro ou rosados.

 

O Black de Gunning é uma mutação diferente, desenvolvida a partir de animais que tinham a cabeça preta. Isto indica que existem fatores cumulativos. Também nos indica que, se não temos cuidado nos cruzamentos, pode-se voltar atrás, ás cabaças pretas. Além de ter um pêlo extremamente sedoso, parece ser também mais denso do que o da chinchila Standard. Até agora, não se conhecem exemplares homozigotos pretos, apesar do tempo de existência desta mutação, o que indica que existe um fator letal ou subletal envolvido. A cor varia de um preto acinzentado a um preto escuro. As barrigas são brancas, como na chinchila Standard. Com esta mutação, deveriam ser usados apenas animais cinzas ou Standard muito bem cobertos.

 

No Rancho Tasco, do Texas, apareceu outra mutação preta dominante. A cor da barriga é escura e parece ser de dominância simples.

 

Como em todas as mutações, levará um bom tempo entendê-las completamente. O exemplar homozigoto é preto intenso, a o heterozigoto é algo mais claro.

 

Para nossos propósitos, trataremos das mutações como um grupo só e usaremos a bege dominante como exemplo. O primeiro cruzamento trata do resultado entre um macho e uma fêmea Standard. Vamos pensar que este macho é heterozigoto (macho bege que tem um gen dominante para esta cor). O símbolo deste tipo é (Pwpw). Isto indica um gen (pw) que não carrega o fator mutante para o bege. Portanto, a fêmea Standard usada no cruzamento vai transmitir apenas 2 genes (pw) não sendo apta para transmitir o gen bege nas suas células reprodutoras. Pode se ver que este cruzamento vai produzir a metade das crias bege heterozigotos porque são portadoras de apenas 1 gen bege (Pw) no seu código genético.

 

O próximo passo, obviamente será o cruzamento de 2 heterozigotos, cada um dos quais transporta o gen dominante. O resultado deste será de: 2 heterozigotos bege (Pwpw); porque recebeu os dois genes portadores Pw. Este quarto animal é chamado de homozigoto porque tem dois genes para a cor bege e não tem mais a capacidade de reproduzir a cor Standard. Assim este macho, se cruzado com a fêmea cinza Standard, sempre dará crias bege.

 


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