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31/12/2009 - SAUDE NAS CHINS Constipação

CONSTIPAÇÃO

 

Também conhecida como prisão de ventre é mais freqüente em animais velhos devido ao funcionamento intestinal ser mais lento, porém os jovens também podem ser acometidos no caso de ingestão de objeto não digerível.

 

A constipação intestinal é um sinal clínico que se caracteriza pela baixa mobilidade, ou pela dificuldade de passagem do bolo fecal principalmente na porção final do intestino. Os chamados movimentos peristálticos – resultado da atividade animal nas corridas e brincadeiras – são o grande recurso natural para facilitar o trânsito intestinal. Esses movimentos tendem a empurrar o bolo alimentar ao longo do percurso de digestão normal que o organismo deve executar.

 

Apesar das causas do problema serem diversas, duas são nas chinchilas as mais comuns: a ingestão de pêlos, e à alimentação pobre em fibras.

 

Para detectar e tratar o problema, é preciso observar uma série de fatores. O principal deles é a freqüência de evacuação e às características das fezes do animal. “O sintoma clínico da constipação intestinal é evidente quando as fezes se apresentam ressecadas. Na chinchila, é preciso estar ainda mais atento, pois as fezes podem endurecer e ocasionar a formação de fecalomas [fezes ‘petrificadas’], que obstruem o intestino”. O tratamento da constipação intestinal envolve a consideração de várias informações e pode ser administrado por meio do aumento do nível de fibras na alimentação e o uso de laxantes.

 

1º- Caso

Sintomas: perda do apetite, fezes quase de tamanho normal porem duras e secas, em menor quantidade do que o habitual.

Tratamento: uma ameixa seca e óleo mineral misturado com suco de laranja da dosagem de 2 conta-gotas, 4 vezes ao dia durante 3 dias.

 

2º- Caso

Sintomas: animal prostrado, fezes fina, seca e escassa.

Tratamento: proceder igual ao 1º- caso, acrescentando 2 conta-gotas de Gutalax ou 2 conta-gotas de leite de magnésia por dia, ou então ainda 2 conta-gotas de partes iguais de óleo mineral e leite de magnésia 2 a 3 vezes ao dia.

 

3º- Caso

Sintomas: Animal prostrado, olhos opacos e ausência total de excrementos.

Tratamento: Ministrar bastante suco de laranja, proceder igual ao 2do. Caso aumentando a quantidade de Gutalax ou leite de magnésia ou a mistura de óleo mineral e leite de magnésia. Este caso é o mais difícil de curar podendo ocasionar a morte do animal.

 

No 2º- e 3º- caso podemos também fazer uma lavagem intestinal.

 

Elementos necessários:

 

01 seringa de 05 ml. sem agulha

Vaselina liquida ou creme.

Água fervida, azeite de cozinha e sal.

 

Procedimento:

 

a) Colocar dentro da seringa, 03 ml. de água previamente fervida (morna), 4 gotas de azeite de cozinha e uma pitadinha de sal. Chacoalhar bem até ficar numa consistência opaca em conseqüência da mistura do azeite e a água.

 

b) Com um cotonete embebido em vaselina liquida lubrificar a saída do anu e o bico da seringa.

 

c) Pendurar e segurar firmemente o animal pela cauda deixando encostar somente as patas dianteiras sobre uma mesa lisa e introduzir suavemente a ponta da seringa nos anus, injetando lentamente o conteúdo da seringa.

 

d) Colocar o animal no chão e tentar que se movimente durante alguns minutos.

 

e) Colocar na gaiola (preferentemente com pouca serragem para poder ver com facilidade a presença de excremento) e observar a cada ½ hora se há alguma melhora.

Existem outros problemas que podem ser confundidos com a constipação, que são:

Estacia de ceco (o ceco é uma porção do intestino grosso e as fezes podem não estar circulando normalmente pelo intestino), impactação (o alimento fica parado no estômago e forma gases);

Enterite (infecção nos intestinos);

Anorexia (o animal não tem fome e não se alimenta) na maioria das vezes por stresse ou mudança brusca de alimentação e

Desidratação (perda de líquidos no organismo, que diminui o trânsito intestinal). Então, se o animal não está se alimentando, a quantidade de fezes será menor. É preciso diagnosticar o problema. A constipação pode ser decorrente de dieta inadequada.

 

Para estes casos aconselhamos nos telefonar ou procurar um Médico veterinário.

 

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